Quarta-feira, Junho 14, 2006
Banda Repolho*



A banda Repolho é um caso a parte dentro da música independente no Brasil. Eles fazem o que querem, como querem e do jeito que lhes convém. Misturam nonsense, letras estranhas, instrumentos usuais á uma banda de rock e outros nem tanto. São andamentos estapafúrdios, rock, canções infantis, vozes infantis..e poderia continuar aqui com mais cinco páginas e não conseguiria esmiuçar essa banda nem de perto. Independência e esquisitice são boas? Sim quando se tem inteligência para acrescentar a tudo isso com um pouquinho de jovem guarda, convidados ilustres (Wander Wildner, Jupiter Maçã e Diego Medina, só para ficar nos mais conhecidos) e um talento anormal para construir letras bizarras, melodias estranhas e a certeza de agradar a uma boa parcela daqueles que gostam de mistura. Essa é a palavra certa! Escutem: "Você Está Cool", "Mi Fá Sol Lá", "Não fui eu", "Ruiva" e "Os Desafinados também amam meu amor".

Quem estiver a fim de conhecer os outros trabalhos da banda é só acessar o Trama Virtual tem coisa de 1995 (Campo e Lavoura), 1997 (Vol. 1), Single de 1997 (Vol. 1,5) e 2001 (Vol. 2). O Endereço é http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=298

* Demétrio Paranotto, Guitarrista da Banda ((49) 3220-099).
Publicado por Paulozab por volta de 7:14 PM

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Segunda-feira, Junho 12, 2006

Acampamento na frente da residência do Prefeito de Macapá


São 19:00 h e os estudantes representantes do Movimento Secundarista, DCE UNIFAP, Centros acadêmicos e membros da Sociedade Civil Organizada iniciaram o acampamento de protestos contra o aumento abusivo da tarifa de transportes coletivos.
Este faz parte de uma seqüência de protestos de luta contra um aumento que não justifica a cifra de R$ 1,60 tendo em vista as precárias condições do transporte rodoviário de nosso município.
Todos estão convidados a estarem conosco nesta reivindicação. A idéia é ficarmos acampados tempo suficiente para termos um diálogo franco com a Prefeitura de Macapá e também chamar a atenção da população em geral para os seguidos abusos que estudantes e trabalhadores vem sofrendo com tal sistema.
O acampamento contará com apresentações culturais e será um espaço aberto para quem desejar mandar as suas palavras de protesto. Também vou ficar acampado e enviarei informações do acampamento e das negociações a qualquer momento.

Aguardem por mais notícias nas próximas horas.
Publicado por Paulozab por volta de 7:09 PM

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Quinta-feira, Junho 08, 2006

Ludovic


Esta não é uma banda pra se escutar quando estiver a fim de contemplar o horizonte. Ludovic parece ter sido concebida em meio a momentos de extrema fossa, já que suas letras evocam um profundo sentimento de desesperança puramente niilista. As guitarras agressivas e o vocal bem interpretado regem o bem trabalhado som pós-punck do grupo.

Tive acesso ao material deles através de um texto no Overmundo. Ele trás a descrição de uma prática está crescendo cada vez mais no Underground paulista: comparecer ao show do Ludovic. As pessoas parecem estar anciosas pra ver uma apresentação desta banda que lançou seu trabalho em 2004 e que recebeu uma ótima avaliação da crítica como a que diz que "o som do Ludovic é impar, pelo menos até agora (...). Quem não precisar de vacina pra letras escritas com a cabeça de cima vai entender porque o Ludovic é a nova aposta de Nenê Altro, do Dance of Days" - Site New Metal.com.br ou a da Folha de São Paulo que faz a seguinte chamada: "Procura algo diferente e está cansado de modismos e letras babacas? Eis a solução: o pós-punk intenso dessa fascinante banda".

Você imagina o que passa na cabeça de um grupo que faz letras como esta intitulada Vane, Vane, Vane:


Meu coração é oco
eu já não tenho dúvidas
um detalhe importantíssimo
provado por A mais B
Meu coração é oco
mas meu coração é seu
e o motivo do meu choro é saber
que o meu coração é pouco pra você

Azar o seu
eu não consigo evitar

De que vale tanto esforço?
Afinal, a quem eu devo agradar?
A quem eu devo impressionar?
Constrangedor é pouco:
"meu coração é seu"
é realmente doloroso saber
que isso soa tão cafona pra você

Azar o seu, querida
eu não consigo evitar


Então é isso amiguinhos, a dica tá lançada não só para quem curte som pesado, mas também para quem curte um som diferente. Veja as faixas do álbum denominado Servil (Teenager in a Box - 2004):

1. Você sempre terá alguém a seus pés
2. Teoria e prática na voz de um veterano ofegante
3. CVV
4. Vane, Vane, Vane
5. Boas sementes, bons frutos
6. Nós, os milionários
7. Repetição Insignificante
8. Ombro a ombro
9. Tolice
10. Servil
11. Mais um vexame para a minha coleção


O download do CD tá liberado no Trama Virtual. Quem quiser basta clicar aqui e se divertir, ou se contaminar! Mas fique sabendo que uma coisa é escutar e outra é assistir o show, eu ainda não fui, mas se rolar...
Publicado por Paulozab por volta de 9:17 PM

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Quarta-feira, Junho 07, 2006

Stereovitrola é Rock e experimento no Amapá



A Stereovitrola se encaixa nos quesitos que podemos chamar de uma Banda de atitude, já que se propõe a fazer Rock psicodélico no extremo Norte do país. A falta de um movimento alternativo consistente em nosso Estado não permitiu que tal dificuldade se tornasse em um grande impedimento, já que hoje a banda tem gravação própria intitulada Cada molécula é um ser. Este Cd bastante original possui qualidade suficiente pra criar uma força que procura, quase que involuntariamente, ultrapassar as barreiras de nosso tímido Estado com batidas e experimentos positivamente originais.
Apesar de ainda não terem lançado oficialmente o Cd eles já estão permitindo o acesso para as pessoas interessadas em conhecer o material e ainda tem músicas ainda não gravadas como a ótima Canção para Syd Barret, homenagem a um dos pioneiros da banda Pink Floyd. Isso mostra que ainda vem muita coisa boa pela frente.
No site Overmundo está estão disponíveis as faixas Valéria e Benjamim, duas das cinco músicas que compõe o atual trabalho da banda que ainda conta com as faixas Quem sabe (outra vez), Fluidifique e Depois das Seis.

A banda é composta por:

Patrick Oliveira ( Guitarras, ruídos e vocais)
Rubens (bateria)
Marinho (Contra-baixo)
Anderson (guitarras, vocais e dissonâncias)
Wenderson-Matrix ( Sampler e sintetizadores)


Para comprar o CD da banda fale com Marinho (mpakira@bol.com.br)
Blog da Banda http://stereovitrola.zip.net/
Publicado por Paulozab por volta de 12:32 PM

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Segunda-feira, Junho 05, 2006

Estudante relvoltado com o SETAP



Quero externar a minha insatisfação com os serviços fornecidos pelo SETAP (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amapá) com o que diz respeito ao "fornecimento" das carteirinhas de meia passagem.

No dia 22 de Fevereiro de 2006 dei entrada para tirar a segunda via da carteira de estudante que dá direito a compra de meia passagem. Tive de pagar mais R$ 20,00, pois é isso que a se cobra para tirar a segunda via, por mais que eu tenha apresentado a anterior, que já não funcionava mais apesar de não demonstrar danos. Esta carteirinha é um mecanismo para que eu tenha acesso a um direito que é o de comprar a passagem pela metade do preço, sem ela eu tenho que pagar o preço inteiro. Eles me deram um prazo de um mês pra pegar a mesma (tenho os documentos que comprovam tudo) só que até esta data (05/06/2006) ela ainda não está pronta.

No dia 17/05/2006, após muitas tentativas sem conseguir a mesma, dei entrada no PROCON para que tomassem providências cabíveis não só por não ter muitas outras opções onde pudesse reclamar meus direitos, mas por entender que este processo de compra e venda de carteirinhas que deveria ser um direito de todo o estudante se tornou um balcão de venda restringindo-se a mais um tipo de comércio que envolve UECSA e CIA. Em outros Estados o estudante se identifica com documento expedido pela sua Instituição de Ensino e passa na boa.

Estou indo pra Universidade de manhã e a noite e tendo dificuldades de tirar dinheiro do meu bolso pra pagar passagem (que agora é R$ 1,60). Isso quer dizer que estou gastando mais de R$ 6,00 por dia pra ir pra aula, se eu tivesse a carteira teria de pagar metade disso (R$ 3,00) aqui perto de casa isso dá um almoço. O SETAP não achou uma solução provisória para que eu tivesse acesso ao meu direito de meia passagem e nem se demonstrou apto a arcar com os prejuízos, tendo em vista que a culpa pelo atraso na entrega é deles.

Hoje, após mais uma tentativa frustrada em busca de minha carteirinha no CRDS, voltei ao PROCON para saber do andamento do processo e acabei descobrindo que a audiência ainda não havia sido marcada apesar de já se fazer quase um mês desde a minha denúncia. Depois de muito procurar eles acharam o meu processo ainda não assinado e, enfim, consegui marcar a audiência para o dia 27/06/2006 (um mês e dez dias após a minha denúncia) pra ver o que vai acontecer.
Enquanto isso vou continuar fazendo onda porque eu quero o meu direito de meia passagem e não vou abrir mão!
Os estudantes querem passe livre! Chega de abuso ao nosso bolso! Sei que existem outros na mesma situação que eu então vamos lá galera, exijam seus direitos!!!
Publicado por Paulozab por volta de 12:59 PM

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Quinta-feira, Junho 01, 2006

Entrevista com Mombojó.*



O primeiro CD do Mombojó teve duas formas mais eficaz de distribuição: encartada numa revista (Outracoisa) pra ser vendido em bancas por um preço justo e disponibilizado no site da banda em mp3 para download gratuito. Que vantagens vocês notam nesses dois formatos de divulgar música?

Marcelo Campello: Principalmente em internet, que tem se mostrado a estratégia ideal para bandas independentes divulgar o trabalho, pois você não tem limite de prensagem. Uma vez colocando a música na internet ela pode ser reproduzida infinitamente. O que a gente fez foi liberar as músicas pra esse download caseiro, que é uma forma que a lei hoje em dia trata a pirataria, que é a comercialização de cópias ilegais, e esse download caseiro da mesma forma. Quando na verdade é totalmente diferente. Essas leis estão sendo discutidas, em muitos países isso está mudando em algumas áreas, em informática. Desde a experiência da Xérox, nunca mais a população pode voltar atrás com essa coisa da cópia livre. O caminho da música é seguir o exemplo da literatura e da Xérox.

Como a banda tomou conhecimento do Creative Commons?

Marcelo Campello: Tem um grupo lá no Recife que se chama Re:Combo que é super ativista nessa área. A gente...

Marcelo Machado: ... fizemos a capa do CD com um dos membros do grupo e ele nos deu a idéia. E através dele começamos a conhecer o que era o Creative Commons.

Samuel: É bom falar que não é do Recife só a banda. O Re:Combo tem conexão em São Paulo, na Alemanha. Os caras usam um programa que tu pode fazer música, grava uma base, manda pra um doido que é dono de uma banda na Alemanha, manda pra não sei quem, ou seja, é uma banda comunitária mundial, do caralho.

Marcelo Campello: Nessa época logo antes de lançar o primeiro disco a gente tava pensando nessas coisas. Eu tava numa viagem pessoal no meu prédio fazendo uma TV Prédio, que era um canal comunitário de TV e que funcionava dentro do prédio. Aí eu estava me questionando muito essas questões, tipo alugar uma fita e reproduzir para todos os andares. E isso era uma coisa que mexia com direito autoral. Foi onde despertou essas questões de direito autoral. E numa festa conversando com Mabuse, eu expus essas questões pra ele, que me falou: "você já ouviu falar em Copyleft?". Eu disse não e começamos a conversar. Tudo o que ele falava tinha a ver com que eu acreditava. Esse conceito entrou na banda também.

É possível quantificar a proporção entre o investido e o retorno posterior?

Marcelo Machado: Venda de CDs a gente não tem como dizer se melhorou. A gente crê que com as músicas liberadas na internet as pessoas compraram mais CDs. Nos shows todo mundo dizia "eu tenho as músicas no computador, mas eu tenho o CD também". E a gente chegou a tocar em alguns lugares porque os contratantes desses lugares ouviram a gente pela internet. Então se o cara de Florianópolis não tivesse ouvido a gente na internet, não teríamos ido tocar em Florianópolis na nossa primeira turnê. E lá vendemos alguns discos, e isso vale pra qualquer outro lugar.

Marcelo Campello: Parece natural que se aponte pro lado do CD em si ir sumindo e virar a coisa da música virtual. Ou a gente lida com essa realidade nova e tenta descobrir novos caminhos pra isso, ou vai fazer que nem as grandes gravadoras que estão aí falindo.

Então não tem escapatória, tem que aceitar a nova realidade...

Marcelo Campello: ... e tentar criar a nova realidade, as soluções não estão aí prontas, a gente está participando do desenvolvimento.

A questão da venda de CDs ficaria em segundo plano?

Marcelo Machado: Acaba sendo uma coisa empírica. A gente colocando as músicas na internet ajudou a aumentar as pessoas que vão aos shows, as pessoas que cantam as músicas. E quem vai aos shows e gosta, compra o CD. E a gente vende o CD nos shows mais barato do que está nas lojas. Aí uma coisa acaba trazendo outra, e isso vai aumentando, pois na internet se propaga muito fácil. É uma coisa que tem um tempo bem diferente do que pra uma banda de sucesso, tipo uma banda que aparece do nada e vende milhões. Hoje em dia a coisa é diferente, as bandas que vão se firmando e se mantendo é ao longo do tempo que vão crescendo seu público. Tipo a Nação Zumbi, é uma banda que está há mais de dez anos aí e já plantou muita semente.


*entrevista concedida para Tiago Jucá Oliveira, Joe Banzi e Leandro De Nardi, da revista O DILÚVIO

Como puderam ver, baixar os CD´s de Mombojó não é crime. Então lá vai.

Para baixar o Nadadenovo - 2004: Acesse www.mombojo.com.br

Para baixarHomem Espuma - 2006: http://rapidshare.de/files/19983411/Momboj__-_Homem-Espuma__2006_.rar.html

Como baixar: Clique no link acima. Vai abrir a pagina do rapidshare. E daí lá embaixo a direita tu clica em free. Vai abrir outra página e uma contagem regressiva. Quando acabar aparece um código pra tu digitar, tu digita e clica no download. Tamanho: 79325 KB
Publicado por Paulozab por volta de 11:03 AM

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Moro em Macapá (sabem onde fica?), estudante de História, 22 anos, cabelo padrão, não curte muito o turno da tarde

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Certa vez um amigo meu, no meio de uma discussão que envolvia visões de mundo, parou e disse que eu vivia no mundo da fantasia. Hoje eu fico pensando se é fantasia acreditar que as coisas podem melhorar. E dezenas de outras coisas que também são difíceis de realizar e que estão, de alguma forma, rejeitados em certos nichos sociais. Mas agora, quando alguém me falar novamente que eu vivo no mundo da fantasia eu, educadamente, falarei: - Não, meu querido, eu vivo no mundo dos sonhos.

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