Quarta-feira, Abril 26, 2006
A perfect day to lock myself inside
Estava tentando adiar ao máximo este momento, mas agora vejo que é hora de dar um tempo de blogar. Não sei definir os motivos que me levaram a tal decisão, só sei que a culpa é da tal crise existencial, pra variar.
Desde o ano passado eu parei de fazer posts falando sobre mim, no entanto isso não quer dizer que eu tenha parado de escrever. É que existe uma diferença muito grande entre escrever e postar o que está escrito, e é isso que eu não estou a fim de fazer por uns tempos.
Amiguinhos, espero que me entendam, mas se isso não for possível não se preocupem, pois nem eu mesmo consigo fazer isso. Só quero dar um tempo. O ideal é que eu desaparecesse.
Static
Beck
It's so easy to laugh at yourself
When all those jokes have already been written
Seems like another vain attempt
To let yourself fall out of the oven
Holy mountains
They look so tired
And it's a perfect day
To lock yourself inside
Who you foolin' if the fools are right
It's the same thing but it's almost as different
Hard to tell when it pacifies your mind
Leaves you stranded like a broken engine
Lazy desert looks so mangled
Let me drown in a convalescent bliss
Get up from your bed of rest
It's been a long time since you've lived
But the static in your mind
Leaves you hollow and unkid
With a shock electric wave
Turns you on
You've been flunked out of the devil's house
Delinquint hygienes are so abrasive
And some distortion that's never been known
And on the treadmill you'll be running forever
Holy mountains
They look so tired
And it's a perfect day
To lock yourself inside
Publicado por Paulozab por volta de 9:04 AM
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Quinta-feira, Abril 20, 2006
Só pra registrar.
Peço licença a todos os presentes para registrar um fato muito importante. Não pretendo roubar a atenção de vocês por muito tempo, pois aqui neste bar já é de praxe que a cerveja acabe no bom da festa e não é isso o que queremos, mas eu quero considerar um fato muito importante aos caros amiguinhos e colegas. Trata-se de fazer uma homenagem a duas pessoas que o tempo todo vem aqui, curtem o som e voltam para as suas casas bêbados e felizes da vida. Estas figuras apareceram um dia e acabaram dominando um espaço muito especial em todos os momentos que se possa imaginar, afinal de contas quem não gostaria de ter pessoas tão legais assim por perto?
Quero dizer aos dois, e acredito que falarei por todos os liguentos aqui presente, que esta é uma data a ser comemorada com muito acúmulo de alegria, pois às vezes, quando estamos sem um evento legal pra ir, fazemos as nossas próprias festinhas e nelas, assim como em qualquer lugar, sempre achamos uma forma de falar que a gente se gosta e começamos a dizer o quanto cada um de nós é diferente do outro, apesar de sermos tão próximos. Com estes dois não é diferente.
Pra mim é uma satisfação muito grande poder estar aqui neste lugar que nos trás muitas boas lembranças e que com certeza ficará registrado como um dos lugares onde costumávamos freqüentar na nossa juventude. Hoje é uma data muito especial porque se acumula o aniversário de dois amigos que para mim e para boa parte das pessoas aqui presentes são membros importantes da minha família.
Pessoas pelas quais eu não exitaria em proteger e confiar as coisas que gosto. Enfiam, vamos voltar para a festa até porque escrever pra essa baixinha e pra esse careca aí ao mesmo tempo não é tarefa muito fácil. Só quero reforçar os meus desejos de feliz aniversário e boas festinhas ao Fausto e a Luíza os amigos que despertam sentimentos no coração dos que tem sentimentos.
Publicado por Paulozab por volta de 1:48 PM
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Quarta-feira, Abril 19, 2006
Não ponham granolas no meu açaí!
O açaí é uma palmeira do norte do País. É conhecido pelos indígenas como "içá-çai", a fruta que chora. Sendo típico da Amazônia, espalha-se por toda a região, chegando ao Maranhão, à Guiana e à Venezuela.
O principal alimento extraído do açaí é o vinho, um suco feito da casca de seus frutos. Esse suco tem bastante densidade e é muito apreciado pelos habitantes da região. É energético e nutritivo. Consumido naturalmente com farinha de mandioca. Um mercado formal da bebida também está em plena expansão nas grandes metrópoles do Brasil, e, como é um fruto que está na moda assim como o brega está na área musical, desperta a minha curiosidade a forma com que as mesmas coisas são tratadas nos diversos estados, mas o que me causa estranheza é a forma com que o povo, em tão pouco tempo, aprendeu a consumi-lo de várias maneiras.
Hoje, quando vejo tal alimento por aí, me recordo de alguns anos em que eu ia aqui ao canto de casa na pequena Macapá comprar três litros do líquido para almoçarmos porque é assim que aqui o produto é encontrado. Existem pequenos estabelecimentos comerciais que fazem o processo de retirada do vinho que podem ser encontrados através de bandeiras vermelhas posicionadas no canto do quarteirão e na frente dos lugares onde o açaí é vendido. Estes são chamados de amassadeiras e trabalham com a fruta no seu estágio original, só que existe uma diferença bastante pontual na forma de consumir o "petróleo da Amazônia", é que em tempos passados era mais comum beber o vinho sem açúcar ou qualquer outra coisa. Era, como já falei, acompanhado apenas de farinha de mandioca. Esta farinha também tem suas especificidades, quem já teve a oportunidade de vê-la constatou que seus grãos são bem grandes e é chamada por alguns de "quebra dentes".
Outro fato interessante que observo é que aqui ela realmente é usada nas refeições, mas não como sobremesa e sim com a função nutritivo acompanhamento como o arroz e o feijão. É normal encontrar pessoas que ainda tomam o açaí, na hora do almoço, com peixe frito, por exemplo, ou qualquer outro alimento salgado, pois o sabor exótico se torna bem mais interessante depois que seu paladar se acostuma com a fruta. E não é pra jogar tudo dentro do açaí! Digo isso porque tenho um amigo em São Paulo que não entendeu quando eu disse que gostava de açaí com camarão. Ao fazer a receita, ele bateu tudo no liquidificador (rs) quando ele só precisava descongelar a popa e colocar a farinha, preparar o camarão separado e comer.
Também me chama a atenção o uso que deram para a bebida. Enquanto aqui é tradicional se tirar uma soneca depois da refeição no Sul e Sudeste ela é usada como suplemento para as pessoas que praticam exercícios físicos. Elas pegam a fruta e colocam um montão de coisas: mel, granolas, banana e outras combinações que deixariam a minha avó de queixo caído. Olhem só esta receita:
"AÇAÍ C/ LARANJA (AÇAÍ TROPICAL)
Ingredientes:
» 1 polpa de açaí "Poderoso"
» 200ml de suco de laranja
» 50ml de xarope de guaraná
» leite condensado a gosto"
O interessante nesta receita é que ela quebra um conselho que todas as nossas mães não esqueciam de nos fornecer: jamais consumir açaí com frutas cítricas, era preciso esperar um tempo para que os dois não se misturassem no estômago, pois tal combinação formaria um tipo de veneno na barriga. Agora esta receita acima nos mostra que boa parte do que elas falavam não passava de mito, talvez para evitar que nos tornássemos pessoas gulosas (rs).
Avalio que está ocorrendo com uma fruta tão nobre da Amazônia o que realmente um bom alimento pode causar em qualquer canto desse nosso imenso país, que é uma adaptação aos costumes locais, mas isso não nos impede que este fenômeno se torne engraçado ou curioso para quem já foi criado com outras culturas, mesmo sabendo que a diversidade existe. Ainda bem que estou me acostumando com este mundo exótico que é o nosso Brasil.
*Publicado originalmente no Overmundo.
Publicado por Paulozab por volta de 12:03 PM
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Segunda-feira, Abril 17, 2006
Saudades...
Estava vendo umas mensagens antigas e encontrei várias interessantíssimas que me ajudaram a pensar melhor nestes dias de chuva onde nossos pensamentos voam lonje. No fim vi que tô sentindo saudes deste menino aqui quando li a mensagem dele de 18/01/2005.
"O zab é uma das pessoas mais inteligentes e criativas que eu conheço.. o cara é uma das poucos que eu posso chamar de firme e um dos únicos que topou certas viagens minhas eheh... nunca vi esse cara de mau humor, vive fazendo palhaçada.. nos conhecemos já faz algum tempo.. numa época em que minha mãe ainda nem me deixava ir na padaria sozinho ehehe.. esse filho da mãe é um dos que me apresentaram para o lado negro da força..:D aprendi muita coisa com ele né, amigo :D "
Valeu Anderson, um dos caras que conheci em 99 ainda saindo da frauda em uma época em que tudo se resumia em Metallica, RPG, Revistas, Video Game e conversas sobre o futuro... Quem diria, hein Seph? Agora sabemos que o mundo não é só nosso, mas tudo acaba bem no final e se não acabar bem é porque não era o final... Final Fantasy hauhau.
Publicado por Paulozab por volta de 1:33 PM
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Quarta-feira, Abril 12, 2006
CHAPA NOVOS RUMOS É 10
Peço aos interessados que leiam o programa da Chapa que está concorrento ao cargo de Reitor e Vice Reitor na UNIFAP
ARLEY (Reitor) & EUGÊNIA (Vice)
PROGRAMA
1 - Gestão Democrática
A Gestão Democrática implica que os mecanismos de decisão, controle e gestão devam ser estruturados de tal forma que permitam a participação colegiada, paritária, dos três segmentos na definição da política institucional. A descentralização das ações e a ampla divulgação das fontes e da aplicação dos recursos deverão ser princípios inerentes aos gestores, de todos os níveis, que têm um compromisso com a comunidade interna e com a sociedade em geral.
Propostas:
ü Implantar um modelo de gestão que envolva toda a comunidade nos processos de discussão e decisão das políticas de ação;
ü Defender a criação do Congresso Estatuinte Universitário para ampliar o debate e balizar as decisões do Conselho Universitário, a respeito do Estatuto e do Regimento da Universidade;
ü Lutar pela revogação do Decreto 9.192/95 (lei dos 70%) e implementar um processo de escolha de reitor que se encerre na própria UNIFAP construído em um
Congresso Estatuinte paritário;
ü Defender junto à ANDIFES e ao governo federal a auto-aplicação do artigo 207 da Constituição Federal referente à autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial das IFES;
ü Criar fóruns que assessorem a tomada de decisões e o estabelecimento das políticas acadêmicas para a Universidade;
ü Eleição direta para todos os coordenadores de cursos e pólos;
ü Eleição direta para os cargos de Prefeito, Diretores e Chefes departamentais ancorada na determinação de critérios técnicos e de carreira;
ü Defender a implementação de chapa completa (Reitor, Vice-Reitor e Pró-reitores) no próximo processo eleitoral;
ü Implantar uma gestão transparente com apresentação do planejamento para o período seguinte e prestação de contas das ações políticas, administrativas e
financeiras à comunidade acadêmica e à sociedade amapaense nas formas presencial e eletrônica (internet) do período findo; ü Rediscussão do Projeto de Desenvolvimento Institucional (PDI) e do Plano Plurianual (PPA) da UNIFAP.
2 - Avaliação Institucional
O paradigma que defendemos é o da avaliação emancipatória, que se caracteriza "como um processo de descrição, análise e crítica de uma dada realidade, visando transformá-la" com a participação da comunidade acadêmica e a sociedade amapaense.
Propostas:
ü Defender a desvinculação dos processos de avaliação da política de reajuste salarial e de controle de recursos;
ü Lutar pela revogação da Lei do SINAES (Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior);
ü Criar um fórum com representação das três categorias para criar e implementar o processo de avaliação interna com o objetivo de diagnosticar e atuar nas
defasagens (problemas) institucionais tendo em vista a qualidade do tripé ensino, pesquisa e extensão;
ü Realizar a avaliação interna com a participação de todas as unidades na definição dos princípios, mecanismos e instrumentos de avaliação, resguardando
seus projetos, seus objetivos e suas modalidades de trabalho;
ü Criar um fórum composto por entidades civis organizadas para fazer a avaliação externa da universidade com vistas ao cumprimento de seu papel e de sua inserção social;
ü Estabelecer uma ouvidoria institucional que atue de forma não punitiva, mas que consiga evidenciar necessidades de reorganizações estruturais e conjunturais.
3 - Ensino com qualidade social
Ensino com qualidade social envolve o comprometimento com a sociedade na formação de cidadãos e cidadãs como parte integrante desse eixo da qualidade social.
Propostas:
ü Negociar junto ao MEC e à bancada federal a ampliação de vagas para docentes e técnico-administrativos;
ü Implementar a criação de novos cursos com responsabilidade, negociando um projeto de expansão junto ao MEC;
ü Discutir com a comunidade e a sociedade o planejamento da expansão de novos cursos e Campi;
ü Dotar as Unidades Acadêmicas de condições de infra-estrutura básicas, tais como salas, carteiras, quadros, bibliotecas, laboratórios, iluminação, laboratório de informática;
ü Estimular a participação de docentes em cursos de formação continuada que propiciem o melhor desempenho de suas funções;
ü Reorganização dos espaços administrativo e pedagógico;
ü Implementação de programas de pós-graduação lato sensu gratuitos;
ü Implantação do sistema de automatização e de segurança da biblioteca garantindo o acesso direto dos estudantes aos livros e aos TCC;
ü Definição e implementação de política de ampliação do acervo bibliográfico com assinatura de periódicos;
ü Grupos PET (Programa Especial de Treinamento) e apoio às Ligas Acadêmicas;
ü Institucionalização dos Seminários de Pesquisa;
ü Intercâmbio com outras instituições públicas regionais, nacionais e internacionais para ensino, pesquisa e extensão;
ü Criação do Fórum das Licenciaturas;
ü Implantação de novos laboratórios e reestruturação dos antigos a partir das discussões via colegiados;
ü Lutar pela implantação do Colégio de Aplicação;
ü Oferecer aos convênios existentes (Prefeituras e Governo do estado) condições pedagógicas e garantia de qualidade de desenvolvimento de ensino, pesquisa e
extensão;
ü Reestruturação administrativa da UNIFAP implementando as novas unidades previstas no regimento da instituição e negociando junto ao MEC as funções
gratificadas.
4 - Pesquisa para o desenvolvimento regional e nacional
As medidas neoliberais têm estimulado a Universidade a buscar recursos na iniciativa privada, que ao financiar as atividades de pesquisa o fazem numa relação direta aos interesses empresariais, podendo haver uma ingerência maior na definição do objeto de pesquisa, ferindo a autonomia didático-científica da instituição. Defendemos recursos públicos para o financiamento das pesquisas como possibilidade do desatrelamento desta às exigências do mercado, permitindo que a investigação tenha na sociedade a sua principal fonte de regulação.
Propostas:
ü Definição e implantação de uma política de pós-graduação stricto sensu;
ü Fortalecer os grupos de pesquisa consolidados e estimular a criação de novos grupos de pesquisa;
ü Estabelecer uma política de pesquisa para a UNIFAP, visando o fortalecimento da infra-estrutura de pesquisa e adequada distribuição dos recursos no
interior da instituição;
ü As linhas e projetos de pesquisa deverão ser elaborados, apreciados e aprovados por colegiados democraticamente constituídos no interior da UNIFAP;
ü Lutar por bolsas de pesquisa para docentes, técnicos e alunos de iniciação científica através do CNPq, parcerias com o GEA e Prefeituras;
ü Fortalecimento e ampliação da Rede de Pesquisa;
ü Estabelecimento de uma política local de congresos e seminários;
ü Lutar contra a implementação da atual proposta de Lei de inovação tecnológica.
5 - Extensão Universitária
A extensão permite à instituição um maior contato com a comunidade, absorvendo da mesma suas experiências e anseios e procurando traduzir o conhecimento acumulado em ações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da população.
Propostas:
ü Desenvolver uma política de extensão que considere às demandas da sociedade e que envolva a concessão de bolsas;
ü Instituir um fórum composto por representantes de diferentes movimentos sociais, com fins de discutir e propor uma política extensionista;
ü Realizar atividades de extensão em áreas de grande pertinência social - alfabetização, nutrição, segurança pública, juventude, geração de emprego e
renda e formação de agentes de políticas sociais que contribuam para o desenvolvimento da população amapaense e amazônica;
ü Estabelecer com os governos estadual e municipal uma colaboração efetiva voltada aos objetivos finais da Universidade ¿ ensino, pesquisa e extensão, após
discussão e deliberação pelos colegiados democraticamente constituídos da comunidade acadêmica.
ü Discutir com Escolas de Ensino Médio públicas a criação de convênios em que os estudantes possam interagir com a universidade na pesquisa e extensão;
ü Criação da rádio universitária com gestão democrática pelas três categorias e pela sociedade civil;
ü Criação de cursos livres nas diferentes áreas;
ü Fortalecimento do cursinho pré-vestibular para negros e pessoas economicamente carentes com ampliação do acesso.
6 - Valorização dos docentes e técnicos administrativos
A capacitação dos docentes e técnicos são aspectos fundamentais, além das condições materiais de trabalho, a carreira e o salário. Esse conjunto de fatores se constitui nas condições objetivas do que se pode chamar de Valorização da Pessoa enquanto profissional e indivíduo.
Propostas:
ü Apoiar a luta dos sindicatos por uma política salarial que recupere as perdas salariais das categorias dos docentes e técnicos-administrativos bem como a implementação das suas respectivas carreiras;
ü Definir e estabelecer uma política de fomento à capacitação (graduação e pós-graduação) de docentes e técnico-administrativos;
ü Instituir uma política de bolsas para os docentes e técnico-administrativos em qualificação em programas de pós-graduação;
ü Garantia de vagas para os técnico-administrativos no cursinho pré-vestibular;
ü Lutar pela implementação de processo seletivo no vestibular da Unifap com vagas específicas (2 por curso) para técnico-administrativos;
ü Revisão do Plano de Carreira dos técnico-administrativos segundo a realidade da UNIFAP (enquadramento);
ü Assegurar espaço e condições de trabalho para o docente;
ü Alocar técnico-administrativos segundo sua competência profissional;
ü Buscar a implementação dos adicionais de insalubridade para os docentes e técnicos que trabalham em situação de risco;
ü Implantar e organizar a atuação do odontólogo, médico, psicólogo da UNIFAP;
ü Efetivar a implantação do programa de saúde (GEAP);
ü Lutar junto ao governo federal e parlamentares por recursos para instalar e manter uma creche para os dependentes de técnicos e docentes, extensiva aos
estudantes.
7 - Universidade Multicampi
A partir de 1986 se materializou uma política institucional envolvendo o conjunto da região com o início do Projeto de Interiorização. De lá para cá, poucas ações foram empreendidas na UNIFAP no sentido de consolidar uma política institucional para o interior do Estado.
Propostas:
ü Consolidar de fato e de direito (legislação específica) a Universidade Multicampi regulamentando a participação dos Campi nos Conselhos Superiores da
UNIFAP;
ü Criar uma Secretaria Especial ou uma Pró-Reitoria de Interiorização;
ü Avaliar os critérios de oferta dos cursos de graduação regulares e intervalares, buscando o atendimento prioritário às demandas da sociedade;
ü Rever a Matriz Orçamentária da UNIFAP para realizar uma distribuição equânime dos recursos de acordo com as necessidades dos Campi;
ü Melhorar as condições de infra-estrutura dos Campi;
ü Incentivar o desenvolvimento de projetos integrados de ensino, pesquisa e extensão e implantar progressivamente cursos de pós-graduação nos Campi.
8- Desenvolvimento Estudantil
O corpo discente da UNIFAP se constitui hoje em cerca de 8.453 estudantes. Desses, provavelmente, cerca de 70% têm uma renda per capita familiar de 3 salários
mínimos. Por outro lado, no que diz respeito ao quesito cor e "raça", podemos estimar, sem medo de errar que, desse percentual, a ínfima parte é constituída de afro-descendentes. Contrariamente a muitas universidades do país onde essa discussão já é uma realidade, a UNIFAP precisa enfatizar mais a necessidade de políticas afirmativas que garantam o acesso e a permanência da população negra ao ensino superior.
Propostas:
ü Fortalecer uma política de bolsas de monitoria, extensão e iniciação cientifica em todos os Campi;
ü Promover um amplo debate sobre a democratização do acesso ao Ensino Superior com políticas de ação afirmativa para estudantes afrodescendentes e
indígenas, bem como os oriundos de escolas públicas, prevendo mecanismos de apoio para estimular a sua permanência na universidade, até o término do curso;
ü Implementar um programa de acompanhamento acadêmico aos alunos de graduação, com a participação da PROGRAD e dos Colegiados de curso de modo a diminuir os índices atuais de abandono dos semestres letivos e evasão dos cursos;
ü Apoiar a participação dos estudantes em eventos acadêmicos e estudantis;
ü Criar um Fórum de Assuntos Estudantis;
ü Buscar recursos para instalar e manter o restaurante universitário e a moradia estudantil;
ü Instituir uma política de financiamento para as atividades das entidades do movimento estudantil (DCE, DAs e CAs).
9- Financiamento público:
É da competência do Estado garantir o ensino superior público e gratuito, assim como compete à universidade brasileira, que deve ser autônoma e democrática, oferecer ensino, pesquisa e extensão de serviços à comunidade, por meio de sua organização, a partir de um padrão unitário de qualidade, referenciado na estrutura da universidade pública.
Propostas:
ü Possibilitar a elaboração de proposta orçamentária anual de forma participativa a partir das atividades de ensino, pesquisa e extensão, que devem ser
apreciadas, consolidadas e aprovadas por colegiados democraticamente constituídos;
ü Realizar a prestação pública de contas à sociedade por meio da apresentação anual de relatório de avaliação das atividades de ensino, pesquisa e
extensão;
ü Exigir que o governo federal repasse mensalmente o volume de recursos resultante do cálculo da folha de pagamento de docentes e técnico-administrativos da
ativa e aposentados, a partir do plano de cargos e salários negociados com os sindicatos das categorias e acrescidos de percentual de OCC que garanta o
desenvolvimento das atividades planejadas pela instituição;
ü Lutar junto ao governo e aos parlamentares federais pela ampliação dos recursos orçamentários federais para a reposição e posterior expansão do quadro de
docentes e de técnicos-administrativos, bem como para a reestruturação da infra-estrutura e manutenção do funcionamento da UNIFAP;
ü Promover ampla discussão sobre o papel da fundação de apoio no interior da universidade para posterior deliberação;
ü Fazer ingerência junto ao GEA e aos parlamentares estaduais pela criação de uma fundação de amparo no Estado do Amapá.
10 - Política Cultural
A proposta de se construir uma política cultural para a UNIFAP, visa fortalecer e combinar as potencialidades da instituição com as demandas da sociedade, buscando parcerias/intercâmbios com as secretarias de cultura e instituições ligadas à cultura local, regional, nacional e internacional, resgatando a valorização e divulgação das
manifestações culturais do nosso povo, na sua pluralidade e diversidade.
Propostas:
ü Elaborar uma política cultural para a UNIFAP visando o fortalecimento das potencialidades da instituição com as demandas da sociedade, buscando
parcerias/intercâmbios com as secretarias de cultura e instituições ligadas à cultura local, regional, nacional e internacional, resgatando a valorização e divulgação das manifestações culturais do nosso povo (concursos literários, apresentações teatrais, festivais...);
ü Revitalização do Centro de Vivência como um espaço aglutinador, disponibilizando serviços diversos;
ü Buscar recursos para implantar um complexo cultural com espaços para museu, cinema, teatro e exposições de artes;
ü Incentivar e apoiar projetos de atividades educativas e sócio-culturais que atendam a população externa à UNIFAP;
ü Realizar festivais e encontros culturais, estabelecendo o FEUCAM como parte do calendário permanente da Unifap.
Ousar lutar, Ousar vencer!
Publicado por Paulozab por volta de 12:15 PM
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Quinta-feira, Abril 06, 2006
Como é gostar de rock pra quem mora na Amazônia?*
Macapá é uma cidade que fica no extremo norte do país. Possui menos de meio milhão de habitantes e é cercada de água por todos os lados. Não existe uma saída terrestre do Estado e a mentalidade da galera daqui é meio resistente a novas idéias, principalmente quando elas procuram ou pareçam ser alternativas.
Já é costume quando vou pra congressos e encontros de área alguém, ao descobrir onde eu moro, apertar a minha mão e me abraçar como quem encontrou um ser de outro planeta. "Barbaridade chê! Três dias de busu pra chegar até aqui?" - disse um porto alegrense na última vez que andei lá pro Sul (outro lado do país). E quando reunimos com a galera de vários Estados então? "É verdade que as onças andam na rua lá na sua cidade, sô?" - perguntou uma amiga de Minas. "Você que é o Paulo do Amapá" - outro goianense interrogou-me cheio de expectativa.
É interessante ver o impacto que isso provoca. Causa espanto quando eles constatam que eu não me diferencio muito deles ou de pessoas do ciclo de amizade que eles normalmente têm em seus locais de origem, parece causar decepção o fato de eu não parecer nada ou não ter descendência de um índio da região. E quando digo que tenho e-mail, MSN e outras ferramentas de comunicação então nem se fala! Fico imaginando o tipo de informação que é passada na televisão e outros meios de comunicação sobre nosso Estado e sobre a juventude daqui. Por isso me pareceu conveniente mostrar aos caros amiguinhos da civilização um pouco de nossa vida no mundo do Rock.
Acesso às músicas mais conhecidas nós temos, pois, acreditem, aqui tem lojas de CD internet, Banco, boleto bancário, gravadora de CD (sim, elas já chegaram aqui há tempos! rsrs) e tudo que se precisa para se escapar do cenário musical-popular-globista-e-tal do país. O brega, que está na moda em todo o Brasil, já está instalado aqui há tempos e isso nos deu tempo para inventarmos vários sistemas para escapar deles (sem querer ofender aos novos e antigos bregueiros). O público do Heavy, Black, Gothic, Death e todos os estilos !Metal" também estão presentes com todos os aparatos que o estilo exige: botas, cordões, metais, camisas de suas bandas favoritas e o máximo de preto que se pode usar. Já fiz parte dessa tribo. Andava por aí com a camisa do Metallica chamando todo mundo de otário. Levava minha garrafa de cachaça dentro da mochila junto com meus amigos tão vestidos de preto quanto eu. Inclusive no ano novo onde o contraste era evidente, pois quase todo mundo estava de branco ou com cores claras. Apesar de tudo eu nunca tive a intenção de formar uma banda, o que é comum neste meio. Meu lance sempre foi platéia.
O tempo passou e eu me aquietei um pouco, assim como todo o jovem de nosso país (ou ao menos a maioria) passei a me interessar por outras coisas, principalmente depois que entrei na universidade (sim, aqui também tem essas coisas! rs). Hoje já me visto da maneira que quero e posso me considerar um cara meio eclético (é claro que isso tem suas exceções). Freqüento, de vez em quando, os ambientes de música eletrônica e os bares de rock alternativo, mas o fato da cidade ser pequena acaba dificultando a variação dos ambientes. Um local que já foi consagrado da galera era o "Liverpool Rock Bar" que, infelizmente, fechou, mas para a felicidade de todos ele vai reabrir nos próximos dias com uma banda que já tem trabalho próprio e que está só aguardando a hora de lançá-lo. Esta banda se chama "Stereovitrola" que tem boas influências de Mombojó, Radiohead e Júpiter Maçã (depois eu falo mais da banda, mas a foto está aí pra todos verem). Assim todos poderão voltar a nos divertir com histórias baseadas em baseados reais.
Enfim, avalio que as diferenças entre nós e a juventude que curte o mesmo som em uma cidade maior de nosso país são bem pontuais. Já tive a oportunidade de conhecer e freqüentar bares alternativos em grandes capitais e o papo é praticamente o mesmo. Você encontra figuras com idéias legais e tal, mas também esbarra em cheio em algumas malas e assim a gente vai levando e batendo cabeça ao som de uma boa música.
Se alguma banda ou grupo de qualquer tipo de manifestação artística estiver interessado em mostrar seu trabalho por aqui no Amapá, pode enviar pra mim que eu passo pra galera, pois aqui também tem correio! Só espero que este post tenha contribuído para saciar parte da curiosidade das pessoas curiosas e que, se quiserem, podem fazer mais perguntas a respeito dos movimentos que existem por aqui. Podem enviar perguntas que estamos aqui pra isso: matar a curiosidade de homem da cidade, apenas tome cuidado, porque os índios urbanos daqui ainda comem gente!
*Publicado originalmente no Overmundo.
Publicado por Paulozab por volta de 10:24 AM
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Segunda-feira, Abril 03, 2006
Mistério em Macapá: poder e investigação na ilha dos Tucujús. (Parte IX)
As 08:00 horas o Detetive levantou de sua cama às pressas. Parece que alguém não está medindo esforços para acorda-lo, pois as batidas que estavam dando em sua porta eram incansáveis. Ele então abriu a sua mala, retirou o seu revólver e se posicionou ao lado da porta. Respirou fundo e perguntou:
- Quem está aí?
- É Patrick! - respondeu com voz pesada.
- Que Patrick?
- O Motorista!
O suor que estava escorrendo por sua testa fora agora enxugado pelo seu antebraço. Ele escondeu a arma na cintura e abriu a porta para que o motorista, bêbado, entrasse.
- O Senhor esqueceu de voltar lá comigo - disse o motorista tentando acalmar o ambiente e esconder seu estado.
- E o Senhor aproveitou pra acabar com as caipirinhas do Morpheu!
- Sinto muito, só queria algo pra passar o tempo, mas o que me fez vir aqui desta forma foi a presença de dois homens na frente do hotel.
- Eles eram Policiais disfarçados - afirmou o Detetive.
- Não Senhor, os Policiais eram os recepcionistas.
- Eles ainda estão lá fora?
- Já foram, viram quando eu cheguei de carro. Acredito que estivessem esperando que o Senhor chegasse comigo ao invés de vir a pé.
Cooki Suzuki já estava habituado a este tipo de situação. Alguns casos que investigou teve acompanhamento de organizações internacionais e serviços secretos de investigação, mas depois deste ocorrido ele teve cada vez mais certeza de que aquele caso em que estava envolvido não era o de um simples assassinato e sim um considerável distúrbio na organização obscura da lama do poder.
(Continua nos próximos dias)
P.S - Para ter acesso aos capítulos anteriores basta clicar aqui.
Publicado por Paulozab por volta de 5:43 PM
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