Terça-feira, Março 21, 2006
Mistério em Macapá: poder e investigação na ilha dos Tucujús. (Parte VIII)
O despertador programado para soar às 05:00 da manhã realizou seu trabalho com pontualidade. O detetive Cooki Suzuki que, apesar do nome oriental, tinha traços europeus despertou de seu breve sono de quatro horas. Ele resolveu descansar antes de continuar o trabalho. Durante o sono sonhou que uma onça enorme entrava pela janela de seu quarto e tenteou devora-lo. "Se não o fez porque o despertador me chamou a tempo", brincou.
Voltando ao trabalho ele resolveu escutar a fita com o depoimento concedido pela senhora Luíza Juçara Santana, mãe da vítima Rafael Santana. Encontrou vários elementos importantes, mas nenhum que o fizesse mudar a sua opinião com relação ao fato, a não ser uma coisa: que Rafael era advogado e acompanhava o pai em negócios que Dona Luíza não sabia explicar direito. "O único que pode me dar mais informações é o Juiz Marlon", concluiu. Lembrou-se que a Senhora Santana também disse que seu filho fugia constantemente pela janela, mas tinha uma testemunha ocular, o visinho. "Será o primeiro que interrogarei daqui a pouco". No relógio já passava das sete e pela janela do hotel o Detetive pôde ver um lindo nascer do sol acompanhado de uma imensa praia negra e o Trapiche Eliezer Lévy. Ainda estava meio cansado, então resolveu dormir até as nove da manhã.
(Continua nos próximos dias)
P.S - Para ter acesso aos capítulos anteriores basta clicar aqui.
Publicado por Paulozab por volta de 2:43 PM
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Quinta-feira, Março 16, 2006
Mais um epsódio engraçado da comunidade "Odeio a Banda Calcinha Preta."
O que está abaixo foi um tópico deixado por um membro da comunidade.
"SE LIGUEM
Now I know that the end comes
Agora eu sei que o final chega
Não há amor para mim não
You knew since the begining
Você sabia desde o começo
Você estava mentindo
Didn't want to believe it's true
Não queria acreditar que era verdade,
Diga logo que não me amou
You are alone again, my soul will be with you
Você está sozinha outra vez, minha alma estará com você
Que não gostou de mim
NEGRITO E ITÁLICO - Letra original
ITÁLICO - Tradução do original
SUBLINHADA - Versão do calcinha preta de Bleeding Heart - Angra"
P.S - Se você estiver afim de entrar na comunidade que é sucesso no orkut é só clicar e conhecer as pessoas que "Odeiam a banda calcinha Preta".
Publicado por Paulozab por volta de 2:01 AM
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Sábado, Março 11, 2006
Morning Bell
Radiohead
The morning bell
The morning bell
Light another candle and
Release me
Release me
You can keep the furniture
A bump on the head
Howling down the chimney
Release me
Release me
Please
Release me
Release me
Where'd you park the car
Where'd you park the car
Clothes are on the lawn with the furniture
Now I might as well
I might as well
Sleepy jack the fire drill
Round and round and round
Cut the kids in half
Cut the kids in half
Cut the kids in half
I wanted to tell you but you never listened
You never understand
I wanted to tell you but you never listened
You never understand
Cos I'm walking walking walking...
The lights are on but nobody's home
Everybody wants to be a
The lights are on but nobody's home
Everybody wants to be a slave
Walking walking walking...
The lights are on but nobody's at home
Everybody wants to be a
Everyone wants to be a friend
Nobody wants to be a slave
Walking walking walking...
Publicado por Paulozab por volta de 1:20 PM
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Terça-feira, Março 07, 2006
Mistério em Macapá: poder e investigação na ilha dos Tucujús. (Parte VII)
Em Brasília a Secretária do Juiz Marlon Santana pedia delicadamente para seu chefe falar mais baixo ao telefone. Ele estava berrando com alguém importante no outro lado da linha.
- Ficar calmo como? - dizia ele - o meu filho está agora com a cabeça estourada e o senhor me pede calma? Eu fiz toda a cobertura legal para que vocês conseguissem entrada livre nos parques de conservação sem o conhecimento do IBAMA e em troca recebo nenhuma proteção para a minha família?
- Mas o senhor disse que era impossível alguém saber do esquema - disse a voz com sotaque inglês - Se alguém matou seu filho a culpa é toda sua.
- Seu gringo de merda! Se alguma coisa acontecer comigo ou com qualquer outra pessoa da minha família o Governo brasileiro será o primeiro a saber. Uma coisa é vocês estarem em nosso país na clandestinidade e outra é um juiz denunciar a presença ilegal de vocês.
- Ilegal? Pensei que o senhor estivesse feito tudo para que parecesse tudo dentro da lei.
- E fiz, mas posso fazer com que não seja - ameaçou.
- Senhor Marlon, vamos procurar ser cavalheiros, estes assuntos não devem ser tratados ao telefone. Encontre-me amanhã no Amapá, no final da tarde, ok?
- Eu vou, mas fique sabendo que tenho todas as garantias pra me proteger.
- O senhor sabe que estes não são nossos métodos - concluiu e desligou.
O juiz Marlon, suado, devolveu o telefone ao gancho e ficou um tempo olhando para a Esplanada dos Ministérios. Estava com a aparência horrivelmente cansada. Havia passado as últimas horas entre o desespero da morte de seu filho e da possível descoberta do esquema que poderia levar à total destruição de sua carreira. Sua secretária, Jamile De La Roque, procurava ajuda-lo de todas as formas. "Se este telefone estiver grampeado estaremos perdidos" - repetiu ela várias vezes enquanto seu chefe fazia suas desesperadas ligações. Não havia, agora, muita coisa a fazer.
- Vamos descansar agora - disse ela em tom fraterno.
- Nosso vôo já foi marcado?
- Meio dia estaremos no Amapá.
- Então vamos embora. Espero que aquele investigador que o Senador Amaral indicou seja bom.
- Fui informada que ele só foi agora para o hotel porque estava esperando a perícia concluir seu trabalho. Chegou lá apenas três horas depois do ocorrido.
- Espero que até chegarmos o assassino já esteja preso.
(Continua nos próximos dias)
Publicado por Paulozab por volta de 5:06 PM
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Quarta-feira, Março 01, 2006
Laranja Mecânica
Publicado em 1962, este livro, de Anthony Burgess, figura ao lado de "Admirável Mundo Novo"* (Aldous Huxley) e "1984" (George Orwell) a chamada trindade dos romances de fixão científica mais sombrios e fantásticos de todos os tempos. Nosso personagem principal, Alex De Large, é muito vaidoso em relação à estética, tanto musical, visual, quanto linguística (a sua maneira, é claro), e desenvolvendo até um dialeto próprio. Essa linguagem foi construída por Burgess a partir do Russo e da gíria Cockney (das arquibancadas dos estádios ingleses dos anos 50), que é um dos motivos da grande importância deste livro para a literatura mundial. O livro foi bem adaptado para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick e é um dos raros casos em que o filme fica tão bom quanto o livro.
Ele usa tal dialeto que é chamado de "Natsat", pois apenas a juventude possui o entendimento da linguagem criada pelo autor. No recorte abaixo será posto o momento em que Alex começa sua sessão de tratamento psicológico que envolvias cenas de violência, música e drogas que acaba deixando-o sem escolha para a violência, ou seja, sem livre arbítrio. Aproveitando o trexo também será mostrada a linguagem Natsat.
"O que aconteceu foi que um vek* prendeu minha cabeça em uma espécie de descanso de cabeça, (...). - Para que serve isto? - perguntei. (...) Fui trazido para cá para videar* filmes e videá-los eu irei. - E então o vek (...) meio que smekou* nessa hora. Ele disse:
- Nunca se sabe. Ah, nunca se sabe. confie em nós, amigão. - E então descobri que estavam prendendo minhas rukas* nos braços da cadeira e meus nogas* estavam como que presos num descanso de pés. Isso me pareceu um pouco bizummi*, mas deixei que eles prosseguissem o que queriam fazer. Se era para eu ser um jovem maltchik* livre novamente em quinze dias, eu aguentaria isso no meio tempo, Ó, meus irmãos. Mas uma veshka* que não gostei foi quando puseram coisas tipo clipes na pele da minha testa, de modo que minhas pálpebras foram puxadas para cima, para cima, para cima até que eu não conseguisse fechar meus glazis* por mais que tentasse. Tentei smekar* e disse: - Deve ser um filme moito horrorshow* se vocês querem tanto que eu videie*. - E um dos veks de jaleco branco disse, smekando*:
- Horrorshow é a palavra certa, amigo. um verdadeiro show de horrores.(...)"
*Já houve um post sobre "Admirável Mundo Novo".
Tabela Natsat
bizummi = louco
glazis = olhos
horrorshow = ótimo, excelente, legal
maltchik = garoto
nogas = pernas
rukas = braços
smekar = rir
veshka = coisa
videar = ver
vek = sujeito
Publicado por Paulozab por volta de 1:06 PM
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