Segunda-feira, Dezembro 26, 2005
2005


Foi exatamente na virada de 2004 pra 2005 que eu fiquei até meio dia no Liverpool. Foi uma boa forma de iniciar o ano. Depois disso passei, novamente, a morar sozinho. O engraçado que a minha irmã/mãe falou comigo quando eu cheguei meio tarde da noite e me falou que no dia seguinte ela ia embora. Eu nem liguei muito e fui dormir. No outro dia a casa estava praticamente vazia e eu ainda meio dormindo passei realmente a acreditar que ela ia embora.
Antes do final do primeiro mês deste ano tive maior contado com a Carol que logo depois passou a ser a minha namorada. Tínhamos iniciado contado no orkut pra falar do Festival de Imagem em Movimento (FIM) porque o DCE da Unifap também estava na organização e, na época, eu era um dos três Coordenadores Gerais do Diretório. Depois disso, ainda em 2004, chegamos a nos falar pessoalmente, mas no dia seguinte eu tinha que viajar pra Fortaleza para apresentar um trabalho. Já em Janeiro nós ficamos pela primeira vez, mas isso foi também nas vésperas de eu viajar para Porto Alegre (Fórum Social Mundial), mas não tinha mais jeito de voltar atrás, pois quando eu voltei acabou rolando o namoro.
No mês seguinte vi que ela tinha um blog, já era o ¿Leitura Aleatória¿, mas ele estava parada há um tempinho. Ela dizia que era ¿paralisia neuronial¿ eu disse que gostaria de ter um blog, mas o meu cargo na Executiva Nacional dos Estudantes de História tirava-me muito tempo na Internet. Concordei em publicar um texto chamado ¿cigarro faz mau/l?¿ e depois um que gosto até hoje chamado ¿Que vida boa, seu mano!¿ texto este que, segundo ela, foi record de comentários do blog. Depois disso ela também voltou a escrever. Aí foi o jeito criar-mos o meu blog que é este que vós contemplais.
Nos meses seguintes a tendência foi de me afastar cada vez mais do Movimento Estudantil, que fora a minha diversão e parte importante na minha formação na Universidade. Comecei a conhecer um público que não tinha contato há muito tempo: o que está fora do cotidiano metódico e teórico da academia. Pra mim foi muito chamativo, não que a dinâmica cotidiana que tinha fosse chata, mas sim porque eu estava buscando coisas novas. A falta de alguém pra me prender em casa ajudou bastante e eu não sei ficar mui to tempo fazendo a mesma coisa e freqüentando os mesmos lugares.
Estas novas pessoas não eram desconhecidas pra mim, mas eu tinha pouco contato com elas porque freqüentavam lugares diferentes dos meus e admito que os lugares que eu freqüentava eram bem isolados.
Depois de uma breve fase de adaptação caí no esquema de sempre que é a divertida rotina de sexo, bebidas (rs) e rock and roll. Logo depois, mais ou menos no meio do ano, comecei a freqüentar os ambientes de música eletrônica, algo inimaginável pra mim alguns meses antes, mas hoje vejo que foi necessário passar por isso.
Também conheci em abril a menina mais bonita do mundo que é a Luíza, cujo amor e carinho que sentimos um pelo outro me deixa feliz até hoje. Sem dúvida ela é uma das melhores coisas que me aconteceram este ano. Deveria tê-la apresentado aqui, mas eu juro que não consigo escrever nada que seja satisfatório pra ela, mas um dia eu consigo. Nessa fase eu e a Carol estávamos quase terminando, o que se concretizou após eu voltar de Goiânia (Congresso da UNE), mas o importante foi que eu ajudei ela a tirar da cabeça, ao menos por enquanto, que ela não deveria ir pra Recife e que Macapá não é um lugar sem oportunidades. Diria que nós nos ajudamos em uma fase difícil.
Também foi neste período que eu fiz um pequeno trabalho no IBAMA e esse foi meu único contato com alguma atividade remunerada do ano. Meu problema com o trabalho este ano foi justamente o fato de eu nunca ter ficado sem trabalhar. Estava afim dar um tempo pra curtir o que eu queria e acabei fazendo exatamente isso, mas com todas as restrições de um desempregado que mora sozinho (ou com duas pessoas tão sozinhas quanto eu) pode ter. Posso dizer que valeu a pena, pois vivi e aprendi um montão de coisas.
Agora é hora de mudanças. Voltar pra dentro da Universidade da qual eu abandonei quase por completo se levar em consideração que eu até dormia lá. Também estou afim de procurar alguma coisa pela qual eu possa voltar a viver com grana no bolso. O meu problema é que eu não quero vender a minha força de trabalho para lugares ou pessoas que não vão me ensinar nada. Por mim eu só trabalharia depois de formado, mas não dá. Esse ano foi o ano da farra, há pessoas que, tenho certeza, nem acreditarão quando me verem ao menos perto do que posso ser quando quero levar a vida mais a sério. Infelizmente (ou felizmente) quem me conhecer em 2006 vai conhecer uma pessoa um pouco diferente.
Depois de tudo isso olho em volta e vejo que não construi muita coisa material, pois este ano foi para arrumar o psicológico. Espero mudar e sei que vou porque eu, de fato, acredito na minha vontade e no meu potencial. Não nego que foi bom ter feito as amizades que fiz, faria tudo novamente, mas só se o dia primeiro de Janeiro fosse, novamente, o de 2005, um ano que ficará marcado como um dos melhores e mais intensos da minha vida.
Publicado por Paulozab por volta de 9:14 PM

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Sexta-feira, Dezembro 23, 2005

IV EMPA-Gravaçao do 1° DVD daki galera..!!!!
mensagem: Especial da Musica Popular da Amazonia.
Os maiores nomes de nossa musica reunidos no mesmo palco, para a GRAVAÇÃO DO 1° DVD.

ZÉ MIGUEL, OSMAR JR, RONERY, NIVITO,MARCELO DIAS, AMADEU CAVALCANTE,CLAUDETE MOREIRA, PATRICIA BASTOS, NALDO MARANHAO, BEBETO NANDES, GRUPO SENZALAS, GRUPO PILAO,BANDA PLACA, NEGRO DE NÓS, BANDA ZETTA, MATERIA PRIMA.

Dias 22 e 23 de dezembro no teatro das bacabeiras, as 20:30hs.
Ingresso: 1kg de alimento nao perecivel.
Publicado por Paulozab por volta de 5:55 PM

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Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

AVALIAÇÃO DA GREVE NA UNIFAP*




Deflagrada em 30 de agosto, a greve nacional dos docentes das IFES chega ao seu fim, com os docentes definindo a saída unificada para esta segunda-feira, 19 de dezembro. Ao todo, serão 112 dias de paralisação e, portanto, esta foi a mais longa dentre todas as greves realizadas pelos docentes das IFES, desde 1980. A principal questão a ser tratada neste momento é o significado desta jornada de luta. O debate sobre a avaliação da greve deve começar a tratar dos desdobramentos da luta e dos desafios que se apresentam desde já. O CNG/ANDES-SN apresenta sua contribuição a este debate que deve ser aprofundado nas seções sindicais, desaguando na próxima reunião do setor das IFES, que deverá ocorrer no início do próximo ano e que organizará as lutas de 2006.
Certamente a greve poderia ter sido mais curta, poderia, até mesmo, não ter ocorrido. Para isso, bastaria ao governo negociar efetivamente com as entidades sindicais dos servidores federais. Mas, para isso, seria necessário ter outra política econômica que resguardasse os interesses dos trabalhadores, que privilegiasse a satisfação das necessidades da maioria da população e que, no caso específico, defendesse a universidade pública. Não há negociações em períodos fora de greve. A opção política do governo de se submeter aos interesses do capital financeiro com a conseqüente geração crescente de recordes de superávit primário, de privatização de tudo o que é publico, não lhe permite atender nossas reivindicações. Por isso a greve, mais uma vez, se impôs como necessidade e a luta vai continuar presente no cotidiano da vida dos professores.
Ainda que o MEC tente difundir a falaciosa noção de que a culpa dos transtornos causados pela greve é do movimento docente, reafirmamos que a responsabilidade
pelo prolongamento da greve é exclusivamente do descaso do governo com o caráter público da universidade, uma vez que têm sido as lutas dos docentes, estudantes e técnico-administrativos, e especialmente as greves que têm assegurado a própria permanência da universidade como uma entidade pública e de qualidade. Diante da intransigência e truculência do governo, não restou outro caminho que não fosse a greve na luta pelo atendimento das reivindicações.
A greve, mesmo em um contexto adverso, conquistou um espaço significativo nos meios de comunicação; despertou a atenção do público em relação aos problemas que envolvem da universidade pública, demonstrando o descaso do governo em relação aos que nela trabalham, conquistando, assim, a solidariedade de diversos segmentos da sociedade.
A deflagração e a saída de greve correspondem às decisões soberanas dos professores tomadas democraticamente nas assembléias de base. Os membros do atual governo, há muito, se afastaram da democracia e, persistentemente desrespeitam-na, como também desrespeitam a autonomia sindical, fazendo do conflito existente em torno de uma pauta de reivindicações um enfrentamento político e ideológico, como tantas vezes foi denunciado pelo CNG/ANDES-SN.
O governo Lula criou, em 2003, o sistema nacional de negociações permanente entre ele e os servidores públicos federais, constituindo uma mesa central (MNNP) e mesas setoriais. Praticamente dissolveu a MNNP durante a campanha salarial de 2004, encaminhando as entidades sindicais para negociações específicas em cada ministério. No MEC, a mesa setorial foi também dissolvida unilateralmente, com o governo impedindo a participação do ANDES-SN nas negociações salariais referentes aos docentes da carreira de 1º e 2º graus. A tática de dividir os trabalhadores e buscar cooptá-los é pratica antiga do patronato, que este governo composto em parte por ex-sindicalistas adota e aprofunda de forma aberta e recorrente.
A greve e as ações nela desenvolvidas mostraram todo o esforço para impedir as divisões impostas pelo governo e suas tentativas de cooptação de parte do movimento
docente. E por não ter êxito nessa política junto ao movimento docente, o governo estimulou a criação de uma outra entidade e a promoveu à condição de representante sindical com direito a participação nas mesas de negociação.
Determinou o governo que não haveria reajuste este ano e que todas as negociações deveriam se dar em relação ao orçamento de 2006. Isto é, os resultados da
campanha salarial de 2005 passam para 2006. O Ministro do Planejamento Paulo Bernardo foi categórico ao afirmar na MNNP que, em 2006, não haverá negociações
salariais com os servidores, pois elas já deveriam ter sido resolvidas em 2005. Como 2006 é o último ano do atual governo ele não pretende negociar efeitos financeiros para 2007. Com exceção dos servidores do Legislativo, que obtiveram êxito na derrubada do Veto do Presidente à lei que lhes concedeu reajuste em 2005, todos os demais servidores ficaram sem reajuste em 2005 e os resultados de suas negociações ficaram para 2006, aí incluídos os professores com os quais o governo rompeu negociações.
Em que pesem os esforços realizados, no primeiro semestre deste ano, para a construção de uma mobilização unificada dos servidores federais, as diversas greves havidas ocorreram em períodos diferentes. No primeiro semestre, fizeram greve os servidores da base da CONDSEF, da FENASPS, da CNTSS e da ASSIBGE. No segundo semestre as greve se concentraram na educação, nas bases da FASUBRA, do SINASEFE e do ANDES-SN, além das lutas de outros segmentos. A mobilização unificada dos SPF seria a possibilidade mais eficaz de fazer o governo recuar e conceder algum reajuste em 2005. As conquistas das greves e lutas de todos os segmentos do serviço público federal, como já mencionado acima, ficaram para 2006. Para atender a todos as despesas de pessoal com impacto em 2006, a Lei Orçamentária Anual (LOA), ainda não votada pelo Congresso, deverá prever recursos orçamentários, que ultrapassam R$ 3 bilhões.
O governo faz retórica em suas campanhas publicitárias de que valoriza o servidor público e que investe bilhões de Reais para a sua melhoria salarial, escamoteando evidentemente, que não houve reajuste em 2005 e que, mesmo para 2006, a ordem de recursos destinados para reajustes salariais dos servidores resulta das lutas por eles travadas. Foi isso que aconteceu como conseqüência de nossa greve.
Os montantes financeiros que deverão estar destinados no orçamento de 2006 para os professores das carreiras de 1º e 2º graus e do magistério do ensino superior,
que somam R$ 790 milhões[1][1], são resultantes da greve, tanto da base do ANDES-SN como da base do SINASEFE. Este resultado se destaca entre os obtidos
pelos demais segmentos numericamente significativos dos servidores, perdendo apenas para algumas categorias, como é o caso dos servidores do Banco Central, que obtiveram um bom resultado com uma greve relativamente curta. Enfatizamos, portanto, que sem a greve, nada que o governo propôs ou formalizou teria ocorrido.
Deve ser ressaltado, portanto, que a principal conquista da greve foi a própria luta, fundada na unidade da categoria, na solidariedade com os demais segmentos que também estiveram em luta. Para isso temos o sindicato. E, os ataques que ele recebeu e continua recebendo, da parte do governo e de seus agentes no interior das universidades, são ataques ao conjunto da categoria. A unidade conquistada na luta é o que nos dá a certeza de que seremos capazes de enfrentar os desafios que se apresentarão no próximo período.
O governo respondeu as nossas reivindicações de acordo com suas políticas para a reforma de Estado e particularmente para a Educação, as quais não contemplam os princípios fundamentais de nossa pauta, como a isonomia entre as duas carreiras hoje existentes e a paridade entre ativos e aposentados. A divisão entre as duas carreiras e das negociações, com a exclusão, mais uma vez, do ANDES-SN da participação nas negociações referentes aos professores da carreira de 1º e 2º graus, antecipa na prática sua proposta de reforma sindical e é uma das expressões de sua política educacional, apontando para as dificuldades que teremos para a defesa da carreira única.
A exclusão do ANDES-SN e de seu CNG de tais negociações foi utilizada pelo governo também para facilitar que, mais uma vez, se consubstanciasse um acordo rebaixado para os professores da carreira de 1º e 2º graus entre MEC e SINASEFE. No entanto, os acordos de 2004 e deste ano contemplam a paridade com a instituição da GEAD e o reajuste em 2006 será linear. Isto é, não haverá diferenciações como ocorre como o previsto no PL para os professores da carreira do ensino superior. O rebaixamento, tanto em 2005, quanto em 2006 é em relação à remuneração total. Como o resultado do acordo com o SINASEFE não é conclusivo, não se sabe ainda exatamente como e em que meses as medidas serão implementadas.
O PL que traz as medidas que serão tomadas no próximo ano pelo governo relativamente aos docentes da carreira do magistério do ensino superior não é resultado de acordo, mas do rompimento unilateral das negociações por parte do governo. O conteúdo do PL é a formalização de proposta reiteradamente rejeitada pelas assembléias de greve por não atender aos princípios da paridade e da isonomia e por estabelecer reajustes diferenciados e carrega uma perversidade a mais ao revogar a lei 8.243/91, abrindo, até mesmo, a possibilidade de redução salarial. Somente a criação da classe de professor associado corresponde a uma reivindicação da pauta. Apesar da GED não ter mais, na prática, caráter produtivista, o governo insiste em não pagá-la integralmente aos aposentados e pensionistas, na linha da política da reforma da previdência, apesar de o desrespeito à paridade ser inconstitucional. No que toca à paridade, o MEC continua insistindo em sua tese de aproximação paulatina do pagamento integral da GED aos aposentados e pensionistas. A insistência no aumento do incentivo de titulação enquanto centralidade da proposta do governo é demagógica, na medida em que a titulação já é bem valorizada na composição atual da malha salarial. Ao não propor este aumento de incentivos para os professores da carreira de 1º e 2º graus, o governo demonstra, mais uma vez, seu posicionamento discriminador e contrário à carreira única.
Todos os elementos acima deverão estar presentes nos debates de avaliação e nas discussões dos desafios do próximo período.
O movimento de greve foi capaz de madura e responsavelmente definir, com o objetivo de desbloquear as negociações, no momento certo, a concentração em torno de reivindicações prioritárias que pudessem garantir os princípios da isonomia e da paridade, com reajuste igual para todos.
Os desafios que se apresentam para o setor dos docentes das IFES estão em dois eixos, no que se refere à campanha salarial.
Um, diz respeito à unidade dos servidores públicos federais. Em 2006, deveremos dedicar grande esforço na rearticulação das entidades da CNESF e da bancada sindical para, com unidade, construir uma campanha salarial que enfrentará, como já anunciado, uma situação de intransigência ainda maior por parte do governo e de aprofundamento de sua política econômica.
O outro, diz respeito à continuidade da luta pela valorização do trabalho docente, com a atualização da pauta de reivindicações a partir da situação resultante da greve que, enfatizamos, ainda não está totalmente definida. Esta atualização deverá manter os mesmos princípios que fundamentam a pauta de 2005: a defesa do caráter público da universidade, a gratuidade, da garantia de financiamento público para o ensino, a pesquisa e a extensão, em defesa da expansão do ensino superior público com qualidade, com contratações que garantam a reposição do número de vagas hoje existentes e para a expansão e, contra toda e qualquer forma de discriminação remuneratória e de direitos entre os professores, o que implica no combate a todas as formas de precarização do trabalho docente.
A greve reafirmou a importância do sindicato enquanto instrumento autônomo de luta e independente. O ANDES-SN se manterá enquanto o espaço democrático de
representação sindical de toda a categoria. Com unidade e com respeito à diversidade de pensamentos.

A luta continua na defesa da Universidade Pública e Gratuita e pela Valorização do Trabalho Docente!



*Marinalva S Oliveira
Núcleo de Educação e Cultura
2ª vice-presidente Reg Norte II- ANDES-SN
Universidade Federal do Amapá
Publicado por Paulozab por volta de 11:55 AM

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Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

Ainda em farra

Como tá rolando muita festa ainda e eu não tö muito afim de escrever vou deixar uma letra de uma música da minha banda favorita.

Não mande flores
Mopho

Não Mande Flores, eu
Já cansei, tenho andado assim,
Longe, perto, aqui, ali.

Na sua cabeça de phoca, milhares de cores,
Um pouco de sexo, drogas e Rock n Roll

Eles disseram, você não notou,
Que eu sei fingir também,
Não quis, não fiz, eu não , não eu.

Na sua cabeça de phoca, milhares de cores.
Eles disseram, você não notou,

Que eu sei fingir também,
Não quis, não fiz, eu não ,não eu.

Na sua cabeça de phoca, milhares de cores,
Um pouco de sexo, drogas e Rock n Roll.
Publicado por Paulozab por volta de 5:54 PM

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Domingo, Dezembro 18, 2005

23 anos hoje... Tá sendo legal!

Você Não Sabe o Que Perdeu
Cachorro Grande


Pra onde eu vou
Não precisa de dinheiro
Pra onde eu vou
É alegria o tempo inteiro

Se você for
Não vai se arrepender
Mas se não for
O que é que vão dizer?

Você não sabe o que perdeu
Você não viu o que aconteceu
Publicado por Paulozab por volta de 7:25 PM

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Domingo, Dezembro 11, 2005

Domingo que vem é meu Níver!



Acredito que este seja o ano em que eu mais estou pensando nesta data, estava pensando em fazer uma grande festa em um terreno da minha família, mas acabei decidindo que não. Resolvi que vou fazer o que eu mais fiz este ano que é sair e ver meus amigos, quero ver todo mundo, abraçar e beijar como eu sempre fiz, pois as coisas vão mudar ano que vem.
Tenho muitas coisas pra escrever, mas não vou fazer porque seria nada mais do que repetir o que meus caros amigos visitantes deste blog já sabem. Este é um dos principais motivos de eu, ultimamente, escrever tanto sobre mim mesmo.
Este clima de chuva me deixa mais saudosista que o normal, minha principal diversão nestas horas é ficar pensando na vida e tal, me deu até vontade de um romance. Semana passada estava chovendo muito e eu queria ir pra casa, depois de refletir bastante resolvi me meter na chuva, quando dei por mim já estava chutando água e esquecendo todo aquele lance de gripe e sujeiras da rua, voltei a lembrar que existe um pedaço grande de futuro e que, apesar de achar que já passei por um montão de coisas, ele é maior que meu passado.


Commercial For Levi
Placebo



You're the one who's always choking trojan
You're the one who's always bruied and broken
Sleep may be the enemy
But so's another line
It's a remedy
You should take more time

You're the one who's always choking trojan
You're the one whose shower's always golden
Spunk and bestiality
Well it's a sissy lie
It's ahead of me
You should close your fly

I understand the fascination
The dream that comes alive at night
But if you don't change your situation
Then you'll die
You'll die
Don't die
Don't die
Please don't die

You're the one who's always choking trojan
You're the one who's always bruied and broken
Drunk on immorality
Valium and cherry wine
Coke and ecstasy
You're gonna blow your mind

I understand the fascination
I've even been there once or twice or more
But if you don't change your situation
Then you'll die
You'll die
Don't die
Don't die
Please don't die
Please don't die
Please don't die
Please don't die
Publicado por Paulozab por volta de 1:14 PM

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Então "pera aí" e outras cositas mais...
E.R.


À primeira conversa, a tristeza lhe cabia todo
Cansado, fragilizado e tolo eu entregava-lhe a amizade de consolo
Era pouco! Mais uma sem-noção! - Triste ele pensava
"O cabelo" era o charme! - Confuso imaginava

Após esse primeiro contato
Escrevi-lhe um bobo poema
Contando-lhe o indigesto problema
Da azeitona perdida no prato

Muito já se passou depois do acontecido
Em outubro passado quase o teria conhecido
Um breve contato por telefone eu havia esquecido

Mas agora em Dezembro ele sabe
Qual parte a cada um cabe?
Eu não sei, nem você sabe Paulozab.
Publicado por Paulozab por volta de 12:11 PM

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Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

Soneto do futuro encontro.



Quem é esta que me adiciona pra bater papo e me dar conselho?
Deve ser mais uma que quer me conhecer só por causa do meu cabelo...
Mas, assim como todas, vou dar-lhe atenção.
Porque não sou bobo de tratar as outras com indiferença sem ter razão

Quando foi mesmo que a conheci?
Tem gente que surge do nada e já é meu amigo
Por que tantas coisas boas acontecem comigo?
Pois foi no meio de uma depressão que ela resolveu agir

O que será que ela fez pra um soneto a ela escrever?
Será que é a situação onde se paga pra ver?
Ou será seu desenho e coisas suas que ela deu pra eu ler?

Dia 20 está chegando e quero ver qual é a dela
Já combinamos algo e se der certo não vou segurar vela
Espero, neste fim de ano, ver você, Elaina Rafaela.
Publicado por Paulozab por volta de 8:29 PM

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Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Voices In my head (Bravo, bravíssimo!)



Este dia ia chegando em casa depois de uma noite agitada. Já havia amanhecido e estávamos em um clima de sono e fim de festa. Vínhamos no carro sem trocar palavras. Neste momento comecei a pensar em milhões de coisas, na verdade senti que estas milhões de coisas vieram até mim, sem que eu as tivesse instigado. Parecia que tudo fazia sentido e tudo o que havia me acontecido naquela noite, no dia anterior e na atualidade tinha uma ligação lógica.
Neste momento não havia, na minha cabeça, acasos e incertezas. Havia apenas uma espécie de contemplação perfeita de tudo que tenho passado. Parecia que alguém estava brigando comigo, falando-me e fazendo-me ver tudo o que eu faço de errado, não era um conjunto traduzível de palavras e nem se tratava de uma linguagem, eram apenas imagens em forma de símbolos que estavam me dando uma lição. Fiquei atordoado com esse turbilhão de pensamentos, tanto que quando me deixaram em casa eu nem me despedi direito, agi como um bobo me resumindo apenas a um simples "tchau". Em casa tais pensamentos ainda estavam muito fortes e eu mal conseguia ficar preocupado comigo mesmo. Falei pra mim que estava em um estágio muito complicado de ver as coisas, pois se eu continuasse a pensar assim e tentasse falar pra alguém a respeito elas iriam pensar que eu estava louco, mas tudo isso era muito bom, pois, como disse, eu podia ver cada palavra e casa gesto que as pessoas fizeram pra mim como fruto de uma obra perfeita e bem planejada, foi aí que tudo parou e eu ouvi algo mais ou menos assim:
- Este é o grande teatro que criei para você. Nele você encontra o drama, a comédia, o terror, o romance, a tragédia e todos os estilos conhecidos, os que ainda serão conhecidos e os que nunca serão escritos por um autor comum e só os que querem contemplar este teatro o verão, porque existe um pra cada pessoa na terra, mas nem todos querem ver apesar de todos poderem, se quiserem. Todos vivem nele e são atores, atrizes e platéia e é apresentado o tempo todo. E não pense que ele acabou agora pra você, este é apenas o fim de um dos infinitos atos.
Neste momento eu fiquei hiper emocionado e apenas aplaudi e vibrei mentalmente e pude ver a perfeição deste teatro que é a vida. Tudo isso sentado, na cozinha da minha casa, acordado e "sozinho".
Publicado por Paulozab por volta de 2:02 PM

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Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

Interessante rotina



Você já se viu andando por aí e passou a prestar melhor atenção nas árvores cujas folhas estão sendo agitadas pelo vento ou esteve andando por uma rua que você já conhece, mas fingiu que aquela era a primeira vez que você estava ali? Você acaba gostando disso a ponto do caminho de sua casa sempre representar novas aventuras.
É muito bonito, e até poético, quando se está em um bar pela madrugada conversando com alguns amigos enquanto, de fundo, está tocando uma música interessante e as pessoas ao redor também estão fazendo o mesmo e sorrindo.
Você acorda de manhã pra fazer alguma coisa importante e fica imaginado sempre o que vai acontecer, aí você lembra que, as vezes, é melhor não planejar nada. Então você se dá conta de que não está planejando nada e que só quer que as coisas aconteçam, mas fica um pouco pensativo porque sabe que sempre temos que pensar em nossa sobrevivência em detrimento de algumas coisas que você julga legal e importante. Neste momento você também lembra que dentro dos sacrifícios também existem vários aprendizados e que em tudo se pode retirar algo de produtivo. O que incomoda é o tal do poder econômico que sempre tem influencia nas nossas relações as vezes maiores que nossas idéias.
Você está dentro do carro e abre o vidro para que você sinta o vento e para que o cheiro se dissipe, não que você não goste, mas porque o momento é para deixar de lado o sentido do olfato e deixar que só o seu tato e, é claro, seus pensamentos atuem de forma que você realmente acredite na grande harmonia criada pela natureza. Neste momento você volta a fazer aqueles antigos questionamentos a respeito de nossa existência, pois surgem pequenas dúvidas a respeito da teoria da evolução.
Você já ouviu falar do Budismo, da Macumba, do Espiritismo e de diversas religiões, mas a sua criação cristã-protestante ainda atua como barreira pra aceitar certos pontos de vista, mas eles não causam mais constrangimentos ou medos a você até chegar ao ponto em que você pára e passa horas pensando em tudo isso antes de cair no sono.
Tem pessoas que você gosta e que até se preocupam com você, mas elas discordam de alguns pontos de vistas seus e você entende, pois até você admite que pensa coisas muito discordantes. Aí você de fato acaba gostando e respeitando as diferenças e chega ao ponto de adotar o critério de relacionamento que permita a aproximação de qualquer pessoa desde que ela respeite o que você pensa. Você não se importa de conversar com pessoas que você julga serem pouco interessantes ou que não tenham uma aparência bonita, desde que elas não te ofendam ou que ao menos sejam sinceras ao ponto de lhe chamar em um canto e tirar qualquer dúvida.
Você, que nunca parou quieto em algum canto, sente que está na hora, mais uma vez, de começar a fazer com que sintam a sua falta. Não que isso seja proposital, mas porque realmente já está na hora de procurar outras rotinas que o esperam.
Publicado por Paulozab por volta de 2:22 PM

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Moro em Macapá (sabem onde fica?), estudante de História, 22 anos, cabelo padrão, não curte muito o turno da tarde

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